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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Desde Santiago e Mendoza

Queridos e queridas pessoas leitoras, vou-me ao Chile e Argentina por uns tempos.


Preciso dos vinhos de lá.


Vou postando as peripécias das andanças andinas. E colocando os dedos em várias feridas também.

Assim, pois, de lá surgirem em linhas emaranhadas de uvas, sal, sol e pedras.

Aguardem.

sábado, 20 de dezembro de 2008

frases soltas 3554

O casamento garante apenas que você acredita no improvável.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A Falácia Inaciana

Cito a Folha de S. Paulo de hoje.


16/12/2008 - 08h33

Inflação pelo IGP-10 fecha o ano em 10,27%, maior desde 2004, diz FGV

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da Folha Online

O IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) teve ligeira variação positiva de 0,03%, em dezembro, uma desaceleração acentuada em relação a novembro, quando a alta foi de 0,73%. No ano, o indicador teve variação positiva de 10,27%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O resultado no ano atinge, assim, a maior marca desde 2004, quando a alta foi de 12,4%. No ano passado, o índice acumulou alta de 7,38%.


Pois é.

E neste país de população majoritária estúpida, o rei da hipocrisia aumenta sua popularidade.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A Evidência que não Há

A Evidência, hoje, é dificílima. A poesia não é convidada ao BBB. Grandes obras de antes são Grandes Sobras dos dias. Publica-se qualquer coisa, menos o mais raro e fino suprasumo literário, este sim, destilado diminutamente por já consagrados autores. O desconhecido genial vale menos que a celebridade midiática imbecil.

Formam-se os guetos da salvação.

Mas não publicam-se tiragens de 15 ou 20 exemplares. A não ser que provemos: somos rentáveis. Nós quem? Os poucos que escrevemos para menos pessoas ainda.

Minas Gerais é onde se nasce já fadado ao exílio. Mas exilar-se noutro mesmo Brasil é punição em dobro. Sentir saudade da terra é ruim, mas menos pior noutra terra menos triste.

O Brasil é falsamente alegre. E nossa alegria é nossa desgraça maior.

Carnaval, carnaval. E os batuques lavam almas e memórias.

Sou um francoatirador. Quem me publique que arque com as custas advocatícias. Serão ordas de medianos a me processar e multidões de seres carnavalescos, furibundas, a tentar provar-me o racismo incontido e a burguesança do meu gênio.

Queria mesmo era viver soba a asa de Olavo de Carvalho, considerando mecenatos, lá longe na Toscana, onde poucas coisas encheriam minha rasa paciência.

O coração do poeta tem mesmo que perambular. Se der, o corpo vai junto.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Cartola por bulerías



late, otra vez
de esperanzas, mi corazón

yo te quiero a ti,
tú a mí, no
enfin...

vuelvo al jardín
muy seguro que debo llorar
pues yo sé que no quieres
estar para mí;

hablo con rosas,
que bobada, las rosas no hablan
simplesmente las rosas
exhalan
el perfume que roban de ti

Ay,ay,ay...

Quise venir
Para ver en tus ojos castaños
Todas las ilusiones de antaño
Por fin.

Es negro por darle luz al alma




soy toro y flamenco,
negra mi ropa
de luces mi pensamiento,

toro y flamenco,
flota mi aire
el compás de sentimientos,

toro y flamenco
luna del albaycín,

mi amada es mi alhambra
por brillarme dentro
en mí.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O Horrível Dilema dos Intérpretes de Conferência. Dicas para sobrevivência em cabines de "tradução simultânea"







Frequentemente me perguntam o que se precisa para ser intérprete de conferências. Calmamente eu olho para a pessoa que avidamente deseja ser eu, amanhã. E digo.

Fácil. Primeiro volte no tempo e leia Don Quijote no original aos 11 anos de idade. Depois, enamore-se do idioma espanhol. Logo, aos 17, vá para a Espanha estudar Filologia durante 5 anos e, se possível, faça um Master em Linguística Aplicada. Depois, ao voltar aos trópicos, rale o couro como professor em escolinhas de idiomas e, por fim, abra a sua própria escola devidamente consolidado como linguista. Então, depois de 12 anos lecionando a gregos, troianos e persas, tenha a sorte de ter a vocação reconhecida e ser convidado para um test-drive linguístico dentro de uma cabine com evento em pleno curso. Aí, se os deuses lhe reservarem tal sorte, você pode começar a cogitar ser intérprete de conferências.

Bem sabido é que, muitos e muitas, dormem com o inimigo. No caso dos intérpretes de conferências ( que o populacho nomeia tradutores simultâneos), a convivência com o inimigo não dá-se ( opa! ) na alcova, mas sim dentro das cabines de interpretação.

Salvo raríssimos casos, trabalhamos, os intérpretes, em duplas. Durante a realização dos eventos que demandam tradutores ( nosso dinheiro é oriundo das massas ignaras em termos linguísticos) cada intérprete do mesmo idioma faz blocos alternados de tradução oral, variando entre 15 minutos ( temas mais complexos e esgotantes) e 1 hora ( temas chinfrins e sossegados, convenções de salvadores de Focas ou encontros bienais de Onanistas Anônimos).

Bom.

Dito isso, em suma, o intérprete trabalha com quem, mais das vezes, concorre com ele diretamente. As empresas contratantes não querem saber se um intérprete odeia visceralmente o outro, se há afinidade odorística entre eles ou se a capacidade linguística de ambos é similar.

Isso faz com que muitas vezes seu companheiro ou companheira de cabine seja aquele pequeno déspota que não lhe apraz ou aquela senhorita vagabunda que não mereceria vaga nem em prostíbulo de cais de porto, por intragável.

Mas, no fim das contas, qual é a arte da interpretação? O que nos resume funcionalmente?

Ser intérprete é dominar com maestria a arte de ser fundamental, sendo invisível.

Normalmente trabalhamos confinados em uma cabine sem ventilação, a prova de som.

Se o outro intérprete lhe ataca a jugular ou lhe mete uma adaga na femural, ninguém ouvirá seus gritos, a não ser que o seu microfone esteja ligado.

Como tenho amigos e amigas que são, como eu, intérpretes, a eles ofereço a seguinte lista de dicas de sobrevivência em cabines pouco amistosas:


1- Se você vai trabalhar com quem odeia, concentre-se nos palestrantes do evento e nos coffees-breaks. os palestrantes costumam ser divertidos por excelentes ou por horrendos, e os coffes-breaks existem para travestir o que é convivência insuportável na cabine em fome conveniente nos intervalos.

2- Jamais exagere no perfume ou no desodorante. Intérpretes inimigos falarão mal de você por qualquer pretexto. Que ao menos não falem de seu sovaco ou das náuseas que você provoca neles com aquele perfume predileto.

3- Seja forçosamente simpático, mesmo que isso lhe custe boas doses de cinismo profissional. A diplomacia é uma das bóias de sobrevivência nesta selva egolátrica.

4- Nunca jamais em hipótese alguma fale mal de uma terceira pessoa dentro da cabine. Seus microfones podem estar abertos e a platéia pode ser testemunha geral.

5- Se, mesmo depois de todo este esforço, o intérprete inimigo não colaborar com você, use o último artifício cabal que lhe resta: em seu momento de pausa, peide dentro da cabine, saia e feche a porta.

Terá a grata satisfação de saber que pela próxima meia hora seu inimigo sorverá seus gases como um pobre soldado entrincheirado na primeira guerra mundial, sem escapatória possível.

Afinal, se não há soluções fáceis para ódios mútuos que ao menos sejam ódios legitimados pela prática cotidiana de um bom profissional.



quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Agradecimento



No mínimo um mimo o convite que foi-me feito para ser "diplomata voluntário" na cidade de Mendoza, Argentina. O grupo embarca para lá, via Santiago do Chile, em 2 de janeiro próximo. À Srta. Daniela, da Feneri, meus agradecimentos públicos. Prometo examinar com carinho a proposta e, caso eu possa de fato ir, aproveitar bastante as semanas na região vinícola andina.

sábado, 29 de novembro de 2008

o casamento do amigo

Muitas vezes, aos lugares, vamos pelo simples motivo frágil de termos ido, para constar, assim, na memória breve dalgum ser ou dalgum livro de visitas. Chatíssimo é ir por ter ido. Mas como diz Dr. Polla, a vida social é uma espécie de trabalho não remunerado. Sorrimos pelas circunstâncias, usamos os músculos faciais de modo voluntaríssimo e político, isso sim, oh, quão políticas são nossas mandíbulas e dentes a triturar salgadinhos frios ou aqueles horrendos sanduichinhos que têm maioneses escondidas para dar-nos sustos de ódio paladaroso.

Sem citar e citando no óbvio, a maldita azeitona nas empadas.

Mas ir por querer ir a algum ou a alguém é boníssimo. Nós, deuses de nosso destino em carruagem, vamos por deliberação exata, por flecha certeira do cérebro, como se ordens dessemos ao cocheiro interior que cada ser leva em si: vamos ao festim. depressa. slapt! e simplesmente nos levam a nossa vontade e nossas capacidades motrizes.

Isso se dará brevemente, quando estiver minha pessoa e quem a mim me apraz acompanhar, em uma boda de um amigo. NAturalmente, as igrejas me divertem. Gosto do colorido e das figuras retorcidas tão cristãs e acho mesmo bonitinho o esforço que fazem com o objetivo de condoer as massas e levantar duas sombras antagônicas, a do perdão e a do castigo, embrulhadas num pacote só, está em promoção, o abraço da fé.

Mas interessa-me mais a festa e o amigo e sua escolha, estes sim, santíssima trindade.

Meus amigos são mais importantes que Jesus.
E menos previsíveis.

Enfim, lá vou eu para o degustar de quitutes e apreço do vestuário, além, claro, do sorver da inteligência passeante pelos salões.

Ao lado meu, a dinamite que adoro e venero, em pessoa, a doce e acidulante petulância da senhorita Braga, envolta naqueles panos de duquesa contemporânea, com olhinhos muito miúdos mas que vão tão binoculares pelo mundo, microscopicamente inteligentes.

O regalo, o mimo, mandar-lhe-ei ao amigo dentro de 10 anos. Faz sentido maior presentear o que, pelo tempo de cotidia, funcionou.

Assim, esta semana fecharei a boca voraz e provavelmente comprarei sapatos lindíssimos. Adoro estar consciente do exercício do ego lustroso.

Aos amigos que se casam, tudo de bom e toda a sorte dos céus.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

3221

Negue que jamais odiaste a Lua, ou que perdeste do Sol o sentido que tem o astro, ou mesmo que no fundo obscuro de ti, mataste cachorrinhos e pequenas outras criaturas adoráveis, pelo simples fato inegável de que, bela manhã, acordaste sem humor algum, despertador a orelhas aflitas, pois são quase já as horas que não querias que fossem ainda; enfim, negue que jamais odiaste tanto tudo e tanto o mais que tudo, pela vida ser menos vida do que deveria e ter-se a sensação de que há mais filas que soluções no planeta.

Aí sim, admitindo o desconforto, traça-se o horizonte para milhares de pequenas alegrias, posto que a vida compensa, ao fim das contas, o baralho desastrado que fazemos dela.

Direitos Identitários Culturais

Cá neste pedaço tropical de mundo, pergunto-me eu, por quê caralhos tenho que gostar de axé, pagode e torresmo comido de boca aberta? Por quê, oh céus, há uma quase obrigatoriedade de alegria entre o Trópico de Cancer e o de Capricornio? Viola-se, sinto, meu direito fundamental às identidades culturais que me aprazem mais. Meu passaporte não revela meu pavor. O Estado não respeita o meu gosto. As minhas preferências preponderantes não são tupiniquins.


E aí?


Aí, digo eu, ora pipocas, onde estão os juristas para que defendam a Causa? Nascimento é condena prévia? Se querem ver o Tio Sam tocando tamborim, vá lá, mas não me obriguem a fazer a mesma coisa, porque acho um saco. Aliás, pensando bem, toda música que se acelera e avacalha-se pode virar samba.

Que se me apresente uma ONG dessas que amam uma graninha federal. Que se me venha um petista engajado com aquele sorrisinho de vergonha relativa ( pois é...mas todo mundo já roubava antes, uai) e me diga que posso no Brasil não querer desejar ser brasileiro. Sem constrangimentos e aqui entre nós: o melhor que temos é uma língua bonita e bastante água potável.

Frases soltas- 554



E na Oca da Aldeia Global, a dança do Pajé faz a alegria da Cacicada e seduz a massa de tapuias-tontos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008




o que dela vejo
desenho
com mãos suspensas,
sem penas,
com corações diminutos
em dedos levíssimos;

toda aquela estampa
comporta
libertação;

quero as linhas do contorno,
os pulsos de passeio,
o ventre de perder-se nele;

assim, em tanto dela,
repouso o que de vida
reverbera
no átimo de mim:
tê-la em tela
é saber-me dela.


quinta-feira, 9 de outubro de 2008




Padrão é o consenso dos medíocres.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008




toco-te os limites
por entrar
em superfícies não percorridas;

teu gosto é meu
reconhecimento
de sabores queridos,
teu ventre
é meu ventre desconhecido,
teu sexo é meu encontro
com meu retorno perdido,

e é doce doce
morrer cada segundo
por viver mais vida
vivida no mundo,

tem romã, cactus, paisagem boa
e estação de trem, tem gaita,
tem ar, tem vento em paz na praia,
tem, também, amoras e tem além
café,

porque há, pairando acima
do ordinário da vida,
o extraordinário de ti.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

a teladela seria...





toda a tela guardaria
o traço dela no mundo,
entre linhas e meridianos,
entre tatos e acalantos,
sua figura fulgura céus
e encobre de luzes recatadas
cada ínfimo pigmento
que a querem prisioneira;

imóvel, na pintura, dança a dança
das alegrias sutis,
baila nas cores todo beijo
de 5 mil aquarelas em festa;

por tanto ser-lhe rara a pose
posa em recolhimento,
quase em prece,
por custar-lhe muito
ser absoluta e musa:

depois de todas as tintas tentadas
é nela que habita
minha tela perfeita de mundo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

tulipas são rosas sutis







são poemas em pleno campo de recolheita.

e bebendo
da vida
sorveu a essência
dela mesma,
e violou as regras,
e questionou os óbvios,
e rompeu 3 mil harmonias cínicas;

e tragou o tabaco
raro da coragem de ser si,
apenas si, ela mesma,
toda em si, em fá,
em lá maior,
em orquestração de solo
seu;

e assim,
sendo si, somente,
fez-se entender:

abram alas
para a inteireza
que fica, passar.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008




o amor é
daqueles de esconder;
pode estar em sonetos,
em barcos,
na gravata do mickey
ou pairando no ar;

ar com amor
é perfume;

sem-rumo, sem norte,
a não ser
o abraço dela,
o amor quer sempre
ser bússola em primavera,
baile a dois na esquina da Lua,
guerra de flores nalguma rua,
confusão boa
no enorme acontece;

o amor é assim:
quando se vai
nem sobra
eu mesmo
em mim.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

poemasmeus-1002





voltar sozinho
à cama
é retroversar todo abraço;

a cantilena de que vale
mais mesmo
amor sofrido, é para a média;

quero o embrulho
espetacular
do amor necessário e junto;

voltar sozinho
é como ir-se
levando apenas metade da língua.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

poemasmeus- 855





esvazio-me amores de ontem
e bebo do ventre perfumado dela;

toda dança naquela pele
me flutua o dia,
é como era
ver de pequeno
o primeiro cavalo-marinho;

o sabor do absurdamente novo,
a cor bem-vindíssima,
a recrença no credo
perdido de mim;

assim, saída do amanhã,
ela vem recolhendo
meus sinais de anteontem,
minhas faces fotoelias,
meus keds, meu almanaquedisney,
meus aromas mirabel;

comer daqueles lábios
será
provar muito de mim,
mas com outra língua
noutro céu de boca,
meus sabores interpretados,
todas as letras em melangé;

quero a doce confusão
daqueles olhinhos de bom tumulto;

amor novo que vem,
que seja muito
tudo
seu lago em mim.



reflexão herética-parte 96

Dizem por aí, aos berros em templos e em adesivos horrendos em carros evangelizados que deus é fiel...ora pipocas, é fiel mas ama todo mundo, então seria de pensar sobre uma fidelidade assim megapoligâmica divina. Se uma mulher resolver ser fiel como esse deus, seria chamada de megaputa intergaláctica.

Aí recebo mails de seres dogmatizados ameaçando minha pobre e desimportante alma com a fúria divina e de novo me pergunto, pô, mas deus não perdoa tudo de todo mundo? Fúria divina? Cacilda, eles não afinam o discurso. Fúria divina ou perdão incondicional? Seja como seja, vejo nas religiões um antro de patifes alimentados por uma multidão credulamente desesperada e obviamente pouco instruída, mesmo os falaciosos teólogos doutos e versados sobre o Verbo. Quem fez o verbo, aliás, fomos nós, e com o verbo CRIAR geramos deus, que nos deve esse imenso favorzão.

Então, antes de enviar um mail sobre como serei tostado no inferno (lugarzinho aliás onde a pretensa onipresença de deus não é omni coisica alguma), pensem em quem nasceu primeiro, as palavras ou a personagem?

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

poemasmeus- 99999




antes dela,
o prenúncio de todo
o ar
que ela, em sua chegada,
arrebataria;

o grande amor em íssimos
se anuncia:
façamos o silêncio solene,
recolham as vestes todas das janelas,
que as ruas sejam ladrilhadas de espera boa,
as paredes pintadas com a cor nova
de saudade enorme e finalmente
descansada;

ao chegar, amor amor,
plenifique tudo nosso.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

poemasmeus- 8775



Tulipas em uma das mãos,
Tua nuca e cabelos n´outra;
Meu amor come tua boca
Soprando todas as letras lânguidas
Para dentro do teu fundo,
Para o fundo mais de ti;
Meu amor arde tua pele,
Mastiga tua solidão,
Brindando tuas cores de vida;

Minha força é toda a delicadeza
Que mantêm a Terra à Lua;
Como meu errante coração
Orbita
Tua poesia nua,
Faço amor para abraçar mais dentro
Teu todo encantamento,
Que meu verso, tulipantemente,
Por ti flutua.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

A procissão.

Antagônica agonia, festa de dentro, fogos e desartifícios, vai o Amor, cansadíssimo, vagando errante entre equivocações bonitinhas. Segue-o, sequitíssimo, a orda multitudinária de gentes e intenções. Observo à beira desse caminho, parado, sozinho, o imenso desfile de gostares e abandonos; o Amor partiu-me, partiu-se de mim e foi-se lá para o desfile soberbo. Olho mesmo, sempre, para o fim da fila imensa: é lá na ponta contrária que ela vem, sem estandarte algum, sem bramido, sem escândalo. Minha amada que vem, virá sossegada nalguma certeza pura: sou eu para ela, como o silêncio que só repousa por cima de poucos lagos com Lua.

domingo, 17 de agosto de 2008

Para você

Ser verdadeiro é assim: eu não faço leilão de mim.

sábado, 16 de agosto de 2008

Frases soltas- 886






O homem jura amor eterno para ter a bunda imediata.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

poemasmeus 008

não há cenário para ti;

não saberia desenhar-te

nalgum planeta de cores desconhecidas,

nem poderia repousar-te

nalgum canto

interessantíssimo do mundo;



és a inquisidora dúvida,

deliciosamente,

convencida e lívida;



mordo-me os minutos,

minutos são

minhas horas de pena,

apressa-me o pulso

nesta vida pequena,

senhorita, pequena senhorita

resgata o poeta , respira meu ar,

come da boca que grita;

se não posso-te hoje

aposso-me da escrita,

minha agonia é derramada

por cima de flores secas;



quero tuas dores miúdas

e teu armário imenso,

perder-me em tuas roupas

seria meu delírio imediato;

palavras em desencontros

tu és

a minha avessa;

aparição que amo e beijo

em minhas mentes inquietas;

pousa-te em mim,

adona-te

de minha lentidão

às pressas.

poemasmeus 003



coma um enorme algodão doce,

saia do regime,

redima-se a si mesma, morra de rir,

veja mais girafas de verdade e menos pela televisão,

pule corda, falte hoje à academia, compre aquele sapato caro

e ande descalça no gramado,

respire fundo

mas não deixe nunca

de sentir os perfumes sutis;

enlouqueça de brincadeira, faça caretas pro espelho,

beba um milkshake proibido, morra de saudade

daquele amor lá longe, seja brega por dez minutos,

ouça mais Chavela Vargas, quebre um copo de requeijão na

parede da copa;



e depois de algumas travessuras, travesseiro,

bem fofo e cheirosinho,

que seu encantamento é construído

por suas pequenas alegrias.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

poemasmeus 996






é o encontro
entre a fúria de ondas
e a enorme festa de mil
cores em choque velocíssimo;

leva a vida em mosaicos
de rostos bem-vindos,
amassa saudades,
sua fuga é em lá maior;

tem, no bem,
nenhum mal;

simples:
encanta por não
desejar tanto
encantar tudo muito
a qualquer sempre
quanto.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

frases soltas 9987


Oh, criatura, se vais a uma micareta, tende certo o destino certeiro: tua bunda será touch-screen.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

poemasmeus- quevenha




que ela venha
sem respeitar montanha alguma,
imperiosa, comandando milhões de passos,
arrastando pesos pelo caminho,
mas liberta, liberta de si mesma;

que ela venha
transtornando minhas noites de espera duvidosa,
minha credulidade frívola,
minhas horas no chão da vida;

que ela venha
e traga em si
os desenhos que eu não fiz,
as letras que desinventei,
os rumos que não tomei,
os licores do mundo
que não bebi,
as frestas da janela
numa primavera de sevilla,
los naranjos de triana;

que ela venha
sem dizer porque vem,
ela sabe que vir é ir-se de lá,
daquele lago pleno de nada,
dos 3 mil abecedários
de palavras jogadas,
do mergulho inútil
em falsas saudades tontas;

que ela venha
e reconheça
o cavaleiro que mora
no castelo prisioneiro;

que venha e inverta
todos os contos;

que venha e desadormeça-nos.

domingo, 13 de julho de 2008

poemasmeus- 1114






tens do bom do céu
o que eu, se deus,
nem imaginaria;

é de mordida de manga,
gangorra de vento,
abraço de praia boa,

em ti vai
o imenso balão
de oitenta mil suspiros:
tua curva de boca
é meu arco de alegrias.

poemasmeus-1001




quero ar de amor amor,
sacralizando meus pulsos
exaustos, a minha sempre
perseguição,
não há ódio na dor,
há abismo de si,
há hiato de mim,
há massacre de flores;

quero ar de amor amor,
entrando por poros,
narinas, sentidos e boca,
quero quero amar amor
divinizando meus
seringais de pranto,
derrubando a floresta
onde acampa o sol escuro;

vem ter em mim
o presente mais aloucado
de nossa escapatória conjunta:
onde perde-se tua alma
minha carne te acolhe
a falta.




desmantelando estruturas opacas,
o gasto coração,
o abraço desenhado,

ela desfaz a mitigação
de todos os tempos;

assim edifica na lua
horizontes impensados
em mim,

rói-se o Tempo
da fuga,
o espetáculo daninho
da falta absoluta;

quem lhe há de coroar,
coração,
é a estrela cativada
da tua agonia.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

poemasmeus- onomedarainha




resume no pulso
o que leva na toda exuberância;
sai de planetas em átimos, reconstrói,
delicia-se;
mas planta sustos e afugenta cavalheiros,
rompe armaduras, mastiga armas;
celebra ares imaginários,


e entre lanças e abraços,
por trás da escarpa franca
do sorriso unânime,
carrega muito no dentro
a ínfima caixa, diminuto arcabouço,
com a tulipa guardada;

antes que esperar a oferta,
tem ela,
a flor aberta
que ninguém lhe ofereceria.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A função do dedo mindinho

Taí uma muriçoca existencial minha. Para quê servem os dedos mindinhos? Certo, para homens porcos tirarem cera do ouvido, ok. Mas e nós, os seres de bom gosto? Desconfio que o mindinho é um dedo dos mais safados, o mais dissimulado de todos, uma espécie de dedo petista da mão. Vai como não quer nada e de repente faz algo hediondo. Moçoilas, cuidado com os mindinhos dos rapazes, principalmente se as senhoritas estão sentadinhas no banco de passageiros dianteiro do carro do caboclo. Quando pensam que a presença de espírito do camarada ativou os instintos de furor uterino, vai ver é o mindinho disfarçadão que encontrou alguma reentrância na sua roupa.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

frases soltas 566

A girafa é um dinossauro fashion., tem magreleza e estampa, além de um tremendo olhar de gazela, repare aí.

terça-feira, 1 de julho de 2008

poemasmeus 999



quando houver beijo
que seja
o encontro do Tejo com toda a água
da falta ressarcida;

que mordam-se almas
famintas de si,
o enlaço das luzes todas
no diminuto universo,
pequenino universo,
de bocas acopladas
sem espanto;

e assim indo os seres
no beijo imenso,
assim navegando
as intenções nos mares
de vontades inexplicáveis
mas tão facilmente entendidas,
o amor reconhece-se na sutileza
além de lábios;

o beijo é o começo
do final de todas as letras,
aniquila os alfabetos, desconstrói as orações,
liquidifica as palavras;

beijar é, não dizendo,
tudo ser em dois.

A guerra dos amores de tentativa.

Ama-se e separa-se, assim, nos dias de hoje, como se o outro fosse uma coisica útil por um tempo mínimo. Já me senti um mero vibrador bípede, já me senti uma carteira aberta com um adesivo de idiota na estampa, já me senti, até, um ser abandonado por deliberação cruel.

Mas a verdade é que não nos educam para o desamor. Saber amar é ótimo e nobre, mas saber viver o desamor é raro. A outra pessoa, o ex-par, tem direito ao desamor. Quando acaba a explosão de cores da paixão louca, quando não há mais espaço para afagos verdadeiros na alma nossa, o desamor acampa e reina. E cabe ao que sobra do coração diminuído, render-se. Não é derrota, é retirada alta.

Somos meras tentativas de alegria, seres em busca do abraço na rede, de momentos de varanda em domingos despretensiosos. precisamos do abraço de um igual, de um parecido, de um que entenda que a nossa solidão é a dele também.

Ser humano é ser coração que perambula pleno de boas intenções.

Sejamos grandes, sejamos inteiros, até no desamor.

É o que nos transformará, adiante, em memória boa ao que foi embora.

Frases soltas- 677

O problema do nu artístico é quando ele balança.

poemasmeus 993





é doce
sentir-se ridiculamente solto
em braços de acolhida, em mares de tempo bom,
em declarações recheadas de risos avessos
aos destemperos da vida,

conjuntamente conspirar
contra o tédio do fim,
contra a morte na esquina,
contra a sujeira no mundo
e o mundo nos homens;

é doce, doce muito é,
é calmo,
deixar-se transbordar
pela glória inexata do encontro,
o morno enlace da verdade que damos conta,
a cumplicidade do poder, amando,
ser leve na vida;

por isso tem nenem, xuxu e lovinho,
tem baby, tata, ricc e miguinho,
tem amore, bem, anjo, anjinho,

tem isso de ser bobinho e feliz
o amor mais concreto:

o coração arrebata
é com
diminutivos.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

No final, o que conta é o caráter.

Mesmo você fazendo tudo errado, errando a curva, saindo da rota, metendo os pés pelas mãos, confundindo tudo e apostando errado, faça direito, faça reto, faça com verdade no coração.


Beleza acaba, grana acaba, trabalho desaparece.


Caráter, que é bom, é o que fica.


Mesmo que lembrem lá na frente que você existiu lá atrás. Ainda que as saudades que sintam de você sejam tardias. Ainda que todas as tulipas que você brindou a alguém só floresçam depois de anos.

Vale a pena, no final as contas, ser a raspa da panela na memória de quem amou-se.

Binários, bípedes e modernos

É isso. A maioria de nós funcionamos nesse sistema binário moderno, de sim e não, pior e melhor. Isso lá desde as caravelas, em sistema hierárquico de preferências, acreditando que o Tempo é linear e a evolução é algo naturalmente inevitável.

A maioria não dá conta de conceber o mundo de modo diferente. Nem os pensamentos. A organização mental do conjuntão bípede que graça por aí é moldada nestes termos. Fazer o quê? Oras, acatar o modelo majoritário sem no entanto deixar de pensar nos recovecos da existência de maneiras diferentes. Precisamos ser pílulas douradas para que melhor nos traguem.

O importante é o efeito.

sábado, 31 de maio de 2008

filosofices- a arte de ser anta de si mesmo

Fico aqui matutando sobre o poder de transformação do ser humano. No final das contas, amigos e amigas, o Homem transforma a natureza a seu favor imediato. Vejam bem, o caso do papel higiênico. In natura, é um enorme tronco rotundo, salpicado por reentrâncias e saliências, de pau puro. E no final da arte humana vira papel higiênico em vossos bumbuns, pererecas e afins, inclusive os há perfumados e de diferentes texturas.

O que me leva a crer, como não, na máxima: jamais duvide que algo insuspeito e natural possa algum dia vir a parar na tua bunda, por obra e graça humana, por essa mania incurável que temos em transformar em algo o que outro algo já era.

Livros fininhos

Acredito mais em livros fininhos que naquelas coisas enormemente gordas. Quem é bom diz tudo em poucas palavras. Poder de concisão. Os idiotas normalmente precisam de mais espaço para a expressão.

Não confundam com o grossor de obras reunidas e coletâneas, que são extensos porque o autor interessante compôs uma coleção louvável de textos concisos.

Por isso a Academia adora a infinita punheta teórica, espalhada por campos de hectares filosobresantos. No fundo, no fundo, os papagaios têm menos a dizer do que se imagina, pois são papagaios repetidores que só fazem chancelar o óbvio.


Uma frase de Millôr é mais benéfica ao pensamento humano que toda a coleção de teses de Psicologia da Federal.

terça-feira, 27 de maio de 2008

BRASILEIRA DETIDA EM AEROPORTO ESPANHOL COM 5 KG DE COCAÍNA

da Efe, em Barcelona

"Uma brasileira foi detida pela polícia espanhola no aeroporto de Barcelona, quando tentava entrar ilegalmente na Espanha com quase cinco quilos de cocaína, escondidos em suas coxas com fitas adesivas e na sola de seus sapatos.

A detida, identificada como Mônica G., de 43 anos e origem brasileira, foi presa por ordem do juizado de instrução número um de El Prat de Llobregat (Barcelona), acusada de crime contra a saúde pública, segundo fontes policiais.

A mulher, que chegou a Barcelona por via aérea no domingo, vinda do Brasil, levantou suspeitas dos agentes de controle no aeroporto devido a seu nervosismo e suas respostas evasivas e incongruentes sobre os motivos de sua viagem.

Diante de sua atitude, foi revistada por agentes femininas da Polícia, que detectaram que suas pernas tinham uma grossura artificial.

Após pedirem que ela abaixasse as calças, as policiais comprovaram que tinha as coxas completamente cobertas por faixas coladas à pele, dentro das quais encontraram grande quantidade de cocaína de grande pureza.

Na revista, também foi encontrada cocaína na sola dos calçados da brasileira, que escondia, ao todo, cerca de cinco quilos da droga."

Pois é, pessoal, pois é.

domingo, 25 de maio de 2008

Direito à expressão

Quero poder fazer e participar de uma parada hetero!

sábado, 24 de maio de 2008

poemasmeus 992

o arco em tela
da boca inteira,
a redução do ótimo,
o bálsamo do possível;
vertidos entre ondas e percalços
nalguma vastidão de passados,
coroado entre reis e velas de barco,
perfumados por toda Sevilla
e nutrido por todo o Sul,
vem assim, a mim, o que antes
é das terras imensas:
ponderá-la seria destilação
e tê-la,
o arrebato final dos dias.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

poemasmeus-866

na praia, na praia,
está na praia o fim do mundo,
o começo de tudo,
o primeiro passo,
a última fita,
os adeuses mais fundos,
os amores mais rasos
de verões descartáveis,
o amor do mais de tudo
do inverno apalancável.

sábado, 10 de maio de 2008

Papeando com José María Irujo, do El País

Ontem tive a sorte de papear por horas com o jornalista José María Irujo, jornalista do espanhol EL PAIS premiado com o Ortega y Gasset pelo seu trabalho investigativo. Papos fenomenais enquanto ele descobria a evolução do croquete, que é a coxinha de catupiry.

É muito bom encontrar seres que parecem vindo do mesmo planeta que eu.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O truque

Deixe como estão a saúde, a educação e a segurança, mas libere o crédito a rodo solto.


Uma bela geladeira e uma tv de plasma em 150 vezes decorando o barraco servem bem melhor
à sensação de paraíso conquistado.


E, claro, novelinha das 8 tem mais ibope que livrinhos da escola.

PROPORÇÕES E DESMEDIDAS

Na casa de câmbio das percepções mui particulares



Um Juan Carlos I vale 7 milhões de luises inácios

Um Bebo Valdés vale 338 mil oloduns

Um carpaccio vale 4 milhões de macarroneses

Uma jaboticaba vale 8 jacas

Um Millôr vale 5 milhões e 800 mil freis bettos

Um outono toscano vale todos os verões do caribe

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Fases soltas 442

Viagra: o retorno do Sapiens ao Erectus.

FALOPLASTIA DE REDUÇÂO

O homem, na sua homenzice, quer sempre ter ou parecer ter o ego-falo maior que os falos-outrem. Digamos assim, que seu peru seja elevado ao nível de supermegacacete, o que, em termos comparativos, reduziria os outros a minicaralhinhos ou, no máximo, a pius medianus ordinarius.

Essa tontice toda porque dão-se aos centímetros mais importância que aos atributos essenciais.

Caráter conta menos.

Cognição lírica conta menos.

Capacitação afetiva conta menos ainda.

A mesma onda que faz o sujeito querer ter o seu maior que o dos outros é que produz, também, as cantadas de pneu em arrancadas furiosas, o volume exageradíssimo nos rádios automotivos, a disputa desenfreada pelo maior bíceps, a adoração descabida pela quantidade.

Quando, anotem aí, começarmos a ver procedimentos cirúrgicos de faloplastia de redução em lugar de aumentos protéticos do óbvio, daremos, humanidade, um passo a mais na escala evolutiva ( não, não estou fazendo ilações entre o do japonês desenvolvido com o do tanzaniano atrasadinho), porque só há demanda por tamanho onde há vazio de outros argumentos.

E a mulher, senhoritos, é um ser de afetividades, não um buraco infinito.

terça-feira, 6 de maio de 2008

AZUL, AZUL !!!!!!!

DEU AZUL NA CIA. AÉREA !!!!!!

Pois é, pessoas leitoras minhas..pedi o seu voto e vocês colaboraram..obrigado..aguardem as passagens aéreas. Confiram> www.voceescolhe.com.br

Tem gente que nasceu com a bunda virada pra lua, tem gente que nasceu com a lua dentro da bunda.

:o)

Merci.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

GOVERNO CUBANO IMPEDE SAÍDA DE YOANI. OS CASTRO CASTRAM.

El Gobierno cubano bloquea la salida de Yoani Sánchez para recibir el Premio Ortega y Gasset
Sánchez, autora del popular blog 'Generación Y', fue galardonada en la categoría de Periodismo Digital


ELPAÍS.com - Madrid - 05/05/2008


La periodista Yoani Sánchez probablemente no podrá acudir a Madrid para recibir el Premio Ortega y Gasset de Periodismo al no haber obtenido hasta ahora permiso de las autoridades cubanas para salir del país. Sánchez, autora del popular blog Generación Y, fue galardonada en la categoría de Periodismo Digital por un jurado presidido por el catedrático Gregorio Peces-Barba que valoró su información "vivaz y directa" y "el ímpetu con que se ha incorporado al espacio global del periodismo ciudadano".

Los Ortega premian la valentía del periodismo de investigación

"Cada 'blog' puede ser una gota de agua contra el muro"

Yoani Sánchez : "Lo más importante es que los cubanos hemos empezado a olvidar a Fidel"

Tanto la periodista como los promotores del Premio, otorgado desde hace 25 años por el diario EL PAÍS, han agotado todas las vías administrativas existentes para lograr que Sánchez viaje a España para asistir a la ceremonia de entrega, que se celebrará el miércoles próximo. Sin embargo, hasta el momento dichas gestiones sólo han tenido por respuesta el silencio administrativo de las autoridades cubanas, lo que hace prever que finalmente la periodista no podrá salir del país.

Sánchez, de 32 años de edad, ha sido incluida este mes en la lista de las '100 personas más influyentes' del planeta que publica la prestigiosa revista Time. Su blog está inspirado en jóvenes "en la Cuba de los años 70 y los 80, marcados por las escuelas al campo, los muñequitos rusos, las salidas ilegales y la frustración".

La periodista cubana puso hace unos días de relieve en dicho blog el contraste entre las informaciones que inundan los informativos de toda la prensa internacional en relación con la línea aperturista del régimen cubano y la realidad que siguen viviendo los ciudadanos de la isla:

"Ayer me han llamado desde España -últimamente las informaciones viajan al extranjero y después rebotan sobre nosotros- para anunciarme que ya no era necesario el permiso de salida. Casualmente, al momento de recibir la noticia me iba a la oficina de Consultoría Jurídica, donde hago los trámites para viajar. Muy poco me duró el alegrón, pues una oficial de Migración me aclaró que nada de eso, que la tarjeta blanca y los ciento cincuenta pesos convertibles siguen vigentes. De manera que doblé la cerviz, pagué la tarifa y blasfemé un rato contra los rumores que no se materializan, contra las expectativas que no se fraguan?"

El jurado de los Premios Ortega y Gasset que otorgó el galardón a Yoani Sánchez estaba integrado, además de por Peces-Barba, figuras del mundo de las artes y la cultura como la actriz Blanca Marsillach, los periodistas Àngels Barceló y Antonio Franco, el filósofo Fernando Savater y los cuatro directores que ha tenido EL PAÍS: Juan Luis Cebrián, Joaquín Estefanía y el actual, Javier Moreno (Jesús Ceberio, ausente, delegó su voto). El director de Relaciones Institucionales de PRISA, Basilio Baltasar, actuó como secretario.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

poemasmeus- 888

tulipas são
a evolução das rosas,
sem o excesso petalar,
sem o escândalo retorcido,
sem o aroma invasivo;
o amor que tenho
é de tulipas,
amores de rosa
fatigam o encantamento.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

frases soltas-344

O Homem criou Deus para vender o perdão e para gerir o negócio inventou um troço chamado religião.

Opiniões sobre tudo e todos- o calor.

O CALOR



A decomposição das coisas fica mais acelerada no calor, inclusive a decomposição da proteção do seu desodorante, bem como a proliferação de mosquitos e outros bichinhos tropicais. Também no calor proliferam-se as pessoas suadas, suadinhas e suadaças, que, digamos assim, não combinam muito bem com o conceito de elegância, a não ser que você ache lindo aquela marca supimpa, redonda e ardida, que o suor estampa na ragião axilar.

O axé se prolifera ( e adora) o calor. Nossa gente culta e educada ama de paixão temperaturas acima dos 28 graus, pois aí fica gostoso jogar uma peladinha, pegar uma praia ou ir pra barzinho lotado, para conversar, é claro, sobre temas de alta importância para a humanidade.

Aliás, calcule aí, o número de países altamente desenvolvidos, com justiça social e governantes honestíssimos, que temos justamente na zona tropical do planeta. O Brasil, esse poço de correção, a Nicarágua, aquele espetáculo do desenvolvimento, Guiné Equatorial, a quintessência do trato com a coisa pública, sem falar ainda do Paraguai, Libéria, Suriname e, anotem aí, a espetacular ilha de Cuba, berço do poder popular e da democracia participativa, onde a liberdade de expressão é campeã.


É issaí. O calor desenvolve países, elegantiza a população e transforma a enorme massa de sortudos habitantes tropicais em trabalhadores exemplares, disciplinadíssimos e corteses.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

poemasmeus-954

formou-se o encantamento
de cristais amassados
molhados em querências,
deu-se a forma n'alma,
perdeu-se no encontro,
afogou-se nas vontades,
veio vindo o amor
a tatear por entre
lodaçais de sonhos,
cruzou lamas de ciúme,
quase quase morre-se
sem alento,
chegou ao topo dalgum cume,
deu-se conta num instante:
o amor, de amor se mata,
e vive por fantasmar-se.

OPINIÕES SOBRE O TUDO E TODOS (nem adianta tentar processo, liberdade de expressão)

CAZUZA

Era assim, aquela coisa entre alma intensa e esforço lírico, mas era mais esforço que talento. Nos anos 80, xilique virava cantoria fácil, fácil.

frases soltas- 62

O homem jura amor eterno para ter a bunda imediata.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

opções

vinho tinto ou catuaba,



tiro com arco ou jiu-jitsu,



chaplin ou costinha,



via destra ou lanche no carrefour, com muita maionese.


enfim, pessoas, é isso.



não há o melhor e o pior, há apenas o adorável e o horrendo, segundo infinitos pontos de vista.

O PRATO PARA LHE APROXIMAR AOS DEUSES INTERESSANTES




Vulcão de massa negra, camarões, tomates italianos sem pele, pimenta biquinho.


Você encontra no Via Destra, do chef Rubens Beltrão.


www.viadestra.com.br



Gênio.

sábado, 26 de abril de 2008

aniversário

clap-clap-clap.

safra 1971.

soy como el vino tinto.


:O)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

curto e fino

Tenho a mania de ser conciso. Nos poemas, mais ainda.


Nos textos, depende da fase da lua.


Ando agora assim, em fase de tragar melancia geladinha e ler textos de Keohane, entre o trabalho duro e os treinos de tiro com arco, que são magníficos.


Então, aos amáveis leitores que vem percebendo uma, digamos assim, redução do número de caracteres em meus escritos, peço paciência. Tou numa de ser curto e fino.

terça-feira, 22 de abril de 2008

HOMO-AXÉ-HORRENDUS

A bermuda, no homem, é o precipício da elegância.


Some-se a ela estampas florais ou coloridíssimas, tênis de jogador de basquete e um bonezinho multicor.

Temos o homo-axé-horrendus, com um colarzão de madeira ou prata, para acompanhar o mix. Esse ser, essa mescla de espírito de porco com pele de havaí, é o que pulula por aí em micaretas, motocicletas ignorantes e churrascões apologistas de luís inácio e cia encarcerada.

No Brasil, o mau e o mal venceram.

caostequesis

Quando criança, na aula de catequese, armava-se-me a confusão. Aprendia que Jesus era filho de Deus e me perguntava o parentesco de um Pai-de-Santo, mas, ao que conste, jamais me disseram ser Deus avô de coisa alguma.

frases com expresso

Chato é quando a inteligência fica de saco cheio da modéstia e flerta com a prepotência, mas fazer o quê. O mundo está povoado dominantemente pelos idiotas, que se reproduzem velozmente aos milhões e votam majoritariamente em seus semelhantes.

poemasdiminutos23

olhares são céus.
diminutos, mas infinitos,
em fundos e fundos dos seres,
olhares são céus.

Frases soltas 84

O politicamente correto sempre perderá para o sarcasticamente verdadeiro.

poemasmeus775

haverá sorte
nalguma felicidade,
há o amor ou haverá
o prazer do amor,
são as angústias doces
que no coração acampam,
melhor mesmo é o deleite
ds incertezas memoráveis, dos amores fugidios
de verões infatigáveis,
melhor mesmo é a soltura
do beijo querido e não dado,
das mãos distantes,
dos sonhos alagados,
o amor que não fez-se,
vive por
fazer-se.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

ARTIGO DO PROF. FRANCISCO WEFFORT, ex-secretário-geral do PT ( ou, Por quê Lula tem pavor à prestação de contas, ou, Lula e a tese do EU NÃO SABIA)

"Que coisas tão graves em seus gastos na Presidência estará Lula procurando esconder da opinião pública? Que de tão grave têm as despesas dos palácios do Planalto, da Alvorada e da Granja do Torto que possam explicar a cortina de fumaça que o governo criou para impedir o controle dos cartões corporativos de Lula, Marisa, Lulinha, Lurian etc.?
A estas alturas, só o governo pode responder a tais perguntas. E como o governo não responde, a opinião pública, sem os esclarecimentos devidos, torna-se presa de dúvidas sobre tudo e todos.É conhecida a ojeriza de Lula a qualquer controle sobre gastos. Evidentemente os dele, da companheirada do PT, dos sindicatos e do MST, sem esquecer um sem-número de ONGs sobre as quais pesam suspeitas clamorosas.
Ainda recentemente, ele vetou dispositivo de lei que exigia dos sindicatos prestação de contas ao TCU dos recursos derivados do imposto sindical (agora "contribuição"). Há mais tempo, Lula era contra o imposto em nome da autonomia sindical. Agora que está no governo, deixou ficar o imposto e derrubou o controle do TCU. Tudo como dantes no quartel de Abrantes. O que o Lula e os pelegos querem é o que já existia na "república populista", dinheiro dos trabalhadores sem qualquer controle.Lula, a chamada "metamorfose ambulante", não se tornou ele próprio um pelego? Assim como defendeu a gastança dos sindicatos em nome da autonomia sindical, agora defende sua própria gastança na Presidência em nome da segurança nacional.
Isso me lembra uma historinha de 1980, bem no início do PT, quando João Figueiredo estava no governo e Lula estava para ser julgado na Lei de Segurança Nacional. Junto com alguns outros, eu o acompanhei numa viagem à Europa e aos Estados Unidos em busca de apoio. Como outros na comitiva, eu acreditava piamente que tudo era em prol da liberdade sindical e da democracia, e as coisas caminharam bem, colhemos muita simpatia e apoio nos ambientes democráticos e socialistas que visitamos.
Mas, chegando à Alemanha, fomos surpreendidos pela recepção agressiva do secretário-geral do sindicato alemão dos metalúrgicos. Claro, ele também era a favor da democracia e estava disposto a defender os sindicalistas. Sua agressividade tinha outra origem: o sindicato alemão que representava havia enviado algum dinheiro a São Bernardo e cobrava do Lula a prestação de contas! A conversa, forte do lado alemão, foi num jantar, e não permitia muitos detalhes, mas era disso que se tratava: alguém em São Bernardo falhou na prestação de contas e o alemão estava furioso. Lula se defendeu como pôde, mas, no essencial, dizia que não era com ele, que não sabia de nada.
A viagem era longa. Antes da Alemanha, havíamos passado pela Suécia, e fomos depois a França, Espanha, Itália e Estados Unidos. Em Washington, tivemos um encontro com representantes da AFL-CIO, e ali repetiu-se o mesmo constrangimento. Embora não tão agressivos quanto o alemão, os americanos queriam prestação de contas sobre dinheiro enviado a São Bernardo. Mas Lula, de novo, não sabia responder à indagação referente às contas. Ou não queria responder. Não era com ele. Nunca dei muita importância a esses fatos. A atmosfera do país nos primeiros anos do PT era outra. Ninguém na oposição estava antenado para assuntos desse tipo. O tema dominante era a retomada da democracia. A corrupção, se havia, estaria do lado da ditadura.
Saí da direção do PT em 1989 e me desfiliei em 1995. Até então era difícil imaginar que um partido tão afinado com o discurso da moral e da ética pudesse aninhar o ovo da serpente. Minha dúvida atual é a seguinte: será que a leniência do governo Lula em face da corrupção não tem raízes anteriores ao próprio governo? A propensão a tais práticas não teria origem mais antiga, no meio sindical onde nasceu o PT e a atual "república sindicalista"?Talvez essa pergunta só encontre resposta cabal no futuro. Mas, enquanto a resposta não vem, algumas observações são possíveis. Parece-me evidente que no momento atual alguns auxiliares da $ência — a começar pelos ministros Dilma Rousseff, Jorge Hage e general Jorge Felix — foram transformados em escudos de proteção de possíveis irregularidades de Lula e seus familiares. O outro escudo de proteção é Tarso Genro, que usa uma ginástica retórica para, primeiro, garantir, como Dilma, que o dossiê não existia, só um banco de dados. Depois passou a admitir que existia o dossiê, mas que isso todo mundo faz. Mais ou menos como no episódio do mensalão, lembram-se?
Naquele momento, o então ministro Thomas Bastos, acompanhado por Delubio Soares, disse que mensalão não existia, que eram contas não regularizadas, sobras de campanha etc. E lula afirmou de público que isso todos os políticos faziam. O que não impediu que o procurador-geral da República visse no mensalão a prática delituosa de uma quadrilha criminosa.Adotada a teoria do dossiê — aquele que não existia e que passou a existir — criou-se uma pequena usina de rumores, primeiro contra Fernando Henrique Cardoso e Dona Ruth, depois contra ministros do governo anterior. Minha pergunta é a seguinte: quando virão os dossiês contra Lula e Dona Marisa Letícia? Não é este o futuro que deveríamos almejar. Mas no que vai do andar da carruagem dirigida por um Lula cada vez mais ególatra e irresponsável é para lá que vamos, inelutavelmente. Quem viver verá."

OBSERVEM A DITADURA CUBANA EM AÇÃO




É assim que funciona na ilha dos Castro. Discordou do governo, meu filho, o pau come solto. Vejam aí...mulheres de dissidentes políticos presos sendo presas, ou melhor " conduzidas para averiguação" pela polícia cubana. Elas faziam uma tentativa de protesto. Mas em Cuba, se há manisfestação sem broche do Che e sem frases de apoio ao ditador post mortem Fidelzão, a coisa aperta.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

AJUDEM A ESCOLHER O NOME DE UMA CIA. AÉREA DECENTE

Pessoas leitoras minhas,

Acessem www.voceescolhe.com.br, e votem em AZUL para a nova cia. aérea brasileira. Não sou de pedir voto em interesse egoísta, mas nesse caso, o nome em questão foi criação minha. Entre mais de 9 mil sugestões, ficamos entre os 10 nomes finalistas. Vote, pois. AZUL.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

poemasmeus 844

o mundo inteiro passa a prazo
pelas mãos e dedos todos,
vão-se amores, chegam cartas,
abrem-se granadas de Granada,
músicas repousam
nas conchas da mão,
mãos abandonam,
acolhem,
adeusam.

Lula vai na contramão da história e faz demagogia com mamona.

La ONU dice que la producción biocarburantes es un "crimen contra la humanidad"

Naciones Unidas advierte de la especulación en el mercado de alimentos mientras el FMI y el BM alertan del riesgo de revueltas

AGENCIAS - Madrid - 14/04/2008



El riesgo de una hambruna de consecuencias planetarias provocada por la fuerte carestía de los alimentos ha llevado a las principales instituciones supranacionales a tomar cartas en el asunto. Si el FMI o el BM han advertido durante este fin de semana de los problemas para la estabilildad política de los países pobres ante la carencia de productos básicos como el arroz o el trigo, el portavoz especial de Naciones Unidas para el Derecho a la Alimentación, Jean Ziegler, ha ido más allá al afirmar que la producción masiva de biocombustibles es un "delito contra la humanidad".

Por ello, Ziegler ha exigido al Fondo Monetario Internacional que cambie su política de subvenciones agrícolas al mismo tiempo que ha acusado a la Unión Europea de estar "arruinando" la agricultura en África al financiar la exportación de los excedentes europeos a este continente.

Además, Ziegler ha asegurado que detrás de el encarecimiento de los alimentos también se esconde un proceso de especulación en los mercados de futuros agrícolas, fenómeno que según el responsable de Naciones Unidas se ha visto potenciado por la reciente inyección de capitales de los principales bancos centrales.
Por su parte, desde el comité de primavera del FMI y el Banco Mundial BM realizado el pasado fin de semana, los ministros de Economía y Finanzas de los príncipales países desarrollados han hecho un llamamiento a todo el planeta para tomar medidas urgentes que contengan la subida de los alimentos, alarmando del malestar general que se ha creado ante la envergadura del problema, según un comunicado del BM en el que sin embargo no se hace ninguna mención a los biocumbistibles.
En la rueda de prensa de cierre de las reuniones, el presidente del Banco Mundial, Robert Zoellick, ha alertado que la escalada de los precios, según el Fondo Monetario Internacional (FMI)- "podría agravar la pobreza de 100 millones de personas".
A su lado, el director gerente del Fondo, Dominique Strauss-Kahn, ha asegurado que "lo que está en juego es la estabilidad política de muchos países", tal y como ha quedado patente este fin de semana en Haití con la caída del actual Gobierno tras una moción de censura por el encarecimiento de los principales alimentos.
En base a los datos que manejan ambas instituciones, durante los últimos dos meses el precio del arroz ha alcanzado cotas inigualables, subiendo en algunos casos hasta un 75%, mientras el precio del trigo ha hecho lo propio hasta en un 120% con respecto al año anterior. Además, el Banco Mundial estima que en los últimos tres años los precios de los alimentos en general han aumentado un 83%.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

poemasmeus-633

enfiam-te um deus pelo oco da mente,
amarram-te em terços e credos,
devoram-te os dízimos,
acorrentam-te a uma imagem de falsa virgem,
pedem teus joelhos, teu coração, teu silêncio,


não há espaço para o sagrado da contemplação.

sábado, 5 de abril de 2008

Degustação





Fino gosto este. Prove também. A venda aos olhos e o paladar apura-se. Magnifique. Só poderia ter lugar em Espanha, na amuralhada Ávila, para pavor dos clérigos locais, que odeiam todos os pecados novos e antigos.

terça-feira, 1 de abril de 2008

MACUNAÍMA É DESGRAÇADO

a maior miséria do brasil é essa enorme alegria boba,
a miscelânea cretina de batuque com calor e dengue.

sábado, 29 de março de 2008

poemasmeus-371

o enorme hiato do tempo,
aceleradíssimo,
ainda que gigantescamente longo,
aniquila os sentidos todos da existência,
ao final, não há sono,
o que teremos
é a não memória náufraga
nalgum abandono
de tentavivas.

quarta-feira, 26 de março de 2008

A IGREJA QUER ENGORDAR ESTRANGULANDO O LAICISMO



Transcrevo do jornal espanhol EL PAÍS, edição de hoje>


La nueva cruzada de la Iglesia se libra en casa
La guerra del Papa contra el laicismo coincide con su pérdida de peso en países católicos


MIGUEL MORA 26/03/2008

Lo dijo Marx en La cuestión judía: "El así llamado Estado cristiano necesita de la religión cristiana para completarse como Estado. El Estado democrático, el verdadero Estado, no necesita de la religión para completarse políticamente". Y añadía: "La emancipación de la política respecto a la religión permite subsistir a la religión, si bien no a una religión privilegiada".


Ha llovido mucho desde entonces, pero ¿qué peso real tiene hoy la Iglesia Católica en los países donde es confesión "privilegiada"? ¿Respeta la división Iglesia-Estado? ¿Ejerce la misma presión que, por ejemplo, los obispos españoles?


Salvando el caso italiano, sede milenaria del poder católico, en ningún sitio las cosas van tan lejos como en España. En otros países occidentales de tradición católica la influencia de la Iglesia parece en franco retroceso, tal como indican las vocaciones, las confesiones, los bautizos o los matrimonios canónicos.


En su célebre y polémico discurso de Ratisbona, el 12 de septiembre de 2006, Joseph Ratzinger dio a conocer las bases de la nueva batalla del catolicismo: relación entre fe y razón moderna, reivindicación de la teología como base ética de las ciencias, y una apuesta, irreal a juicio de algunos, por el diálogo entre religiones como medio de frenar la barbarie de la guerra santa. Dos años antes, en 2004, el entonces cardenal Ratzinger había sido más concreto, al difundir desde la Congregación para la Doctrina de la Fe una especie de "manual del buen político católico laico": ni eutanasia, ni aborto, ni fecundación artificial, ni parejas de hecho, ni uniones gays.


Un auténtico proyecto moral y cultural, con la familia tradicional como núcleo, que algunos -con el filósofo Jürgen Habermas a la cabeza- han juzgado como un ariete anacrónico contra el laicismo; otros han visto como una reacción contra el creciente empuje social del islamismo radical; y muchos católicos han tomado como una invitación explícita a participar más, a implicarse a fondo en el rumbo de la sociedad y la política.


"Al Papa le ha movido desde siempre lo mismo: discutir las grandes cuestiones", explica Lluís Clavel, profesor de Teología de la Universidad romana de la Santa Croce. "Desde sus primeros libros y discursos", agrega el teólogo del Opus Dei, "Ratzinger ha querido animarnos a ayudar a conocer las verdades de verdad; el amor de verdad. Nos explica a Jesús de manera que se entienda; fomenta el diálogo, da mucha importancia a la eucaristía, nos anima a salir de la decadencia cultural y a no aceptar verdades simples".


Según Clavel, las consecuencias de esa "sofisticada apuesta por la cultura y la armonía entre razón y fe", son inescrutables: "Él repiensa la historia y va a la raíz, como hizo el Señor, y en ese camino dice muchas cosas. Los efectos de lo que dice ya no dependen de él".


Esa discusión ideológica y apasionante se ha convertido en una batalla pragmática, y ha tenido efectos muy distintos. En España ha sacado a los católicos a la calle, ha dividido a la sociedad, ha revivido fantasmas. En Latinoamérica, la tensión ha crecido como nunca. En Alemania y Brasil ha chocado con la reivindicación del fin del celibato; y en EE UU ha provocado temor entre muchos católicos progresistas, que observan con cautela cada movimiento del Papa bávaro.


El principal movimiento reformista católico de EE UU, Call To Action, anunció que vigilaría "de cerca" las decisiones del Santo Padre. La crisis religiosa en el país es notoria. Más de una cuarta parte de los estadounidenses declara haber dejado la confesión en la que crecieron, y, según el Estudio del Pew Forum sobre Religión y Vida Pública, la fe católica es la que más bajas ha sufrido, a pesar de los inmigrantes latinos. Esto supone que apenas el 10% de los ciudadanos de EE UU son católicos.


La naturaleza jerárquica y sacramental de la Iglesia en EE UU permanece inmutable, de todos modos, aunque fue sacudida por uno de los más dolorosos capítulos de su historia: la revelación del encubrimiento de miles de acusaciones de abuso sexual contra jóvenes por clérigos católicos. Sin embargo, el escándalo no ha mermado las contribuciones a las 195 diócesis de la Iglesia en Estados Unidos. Y la visita a mediados de abril del papa Benedicto XVI congregará a miles de fieles que luchan ya por conseguir un espacio en las dos misas que el Pontífice oficiará en Washington y Nueva York, la última en la Zona Cero.


En Francia, en cambio, la influencia católica en la vida política es nula. En el país del laicismo, la ley de 1905, que separa Iglesia y Estado, ha sido un baluarte contra la intromisión de Dios en los dominios del César, y viceversa. La Iglesia católica, como las demás confesiones, se financia sola, y el Estado cubre los gastos de conservación de catedrales e iglesias, aunque los fondos que destina son siempre menos de los necesarios.


El presidente Nicolas Sarkozy pretende reintroducir la religión en la vida pública, lo que no debe entenderse como un rearme de su influencia. Sarkozy, cuyo discurso de diciembre pasado en la basílica de san Juan de Letrán de Roma desató una fuerte polémica, quiere usar las religiones como atajo para introducir en el modelo francés el "comunitarismo". Así, podría abrir la puerta a la financiación de lugares de culto musulmanes o de otras confesiones, con el argumento de que no disponen de ellos. Para el Estado francés, todas las creencias son iguales. En enero, el jefe del Estado recibió a los representantes católicos, protestantes, musulmanes, budistas e hinduistas.
En pie de igualdad, como quería Marx.


En otro vivero tradicional católico, Suramérica, se vive una enorme tensión con los temas éticos, aunque, salvando la excepción de Argentina, la relación entre la jerarquía eclesial y el poder político -difícil debido a las fuertes discrepancias ideológicas- no se caracteriza por el enfrentamiento abierto.


La lucha más enconada se da en Brasil, donde las medidas impulsadas por el Gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva para despenalizar el aborto o el uso de células madre han sido contestadas por el propio Benedicto XVI. Pero no llega a lo que sucede en Argentina, en estado de hostilidad mutua desde que el Gobierno de Néstor Kirchner (2003-2007) se declarara favorable a despenalizar el aborto.


Eso, unido a que el primado de la Iglesia argentina, el jesuita Jorge Bergoglio, se convirtió en una de las grandes figuras de la oposición, ha elevado la tensión a niveles no vistos en décadas. De hecho, el Vaticano mantiene congelado el nombramiento del embajador argentino ante la Santa Sede -por ser un católico divorciado- y a cambio el Gobierno argentino quiere eliminar el vicariato castrense. En cualquier caso, la presidenta Cristina Fernández se ha declarado contraria al aborto y el cardenal Jorge Bergoglio ha bajado el tono de sus críticas.


Con sus diferentes características, los episcopados de Argentina, Chile, Perú y Brasil están controlados por prelados próximos a Roma. Pero no hay una homogeneidad en las figuras de la Iglesia en cada país, que van desde el cardenal Juan Luis Cipriani en Lima, perteneciente al Opus Dei, al jesuita Bergoglio en Buenos Aires, conservador en lo doctrinal pero con una popularidad por su labor social, pasando por el brasileño Geraldo Lyrio Rocha, considerado un progresista, dentro de la curia, claro.


La excepción que confirma la crisis general es, por supuesto, Italia, donde la Iglesia sigue gozando de una salud robusta. La cuestión romana marca hace siglos las relaciones Estado-Iglesia, clave fundamental de la política nacional al menos desde que el fundador del país, Víctor Manuel II, fuera excomulgado por Pío IX.


Casi siempre entre bastidores y con mucha finezza, pero si hace falta también con mensajes públicos e incluso actos de calle como el Family Day, la estrategia de la Iglesia italiana consiste en influir lo más posible en el rumbo político y social del país más católico del mundo: 42 cardenales, 50.000 curas, 15.000 institutos religiosos, 27.000 parroquias y unos 16.000 entes de diversa naturaleza.


La última batalla Iglesia-Estado fue la del divorcio y el aborto, legislados en los años setenta tras los referendos promovidos por el Partido Radical. Aquellas heridas las restañó el líder socialista Bettino Craxi, al aprobar en 1984 un nuevo concordato que derogaba el que firmó Mussolini en 1929; el Estado concedía a la Iglesia el 0,8% del IRPF, una financiación más favorable que la anterior (y mejor que la española), y ambos se declaran independientes y se comprometen a colaborar "por el interés y el buen nombre del país".


"La cláusula nunca ha sido plenamente respetada", dice Alceste Santini, escritor y periodista, ex comunista, miembro del Partido Democrático y autor de varios libros sobre Juan Pablo II. "La paradoja italiana es que hay católicos en todos los partidos. Por suerte, la Democracia Cristiana ya no existe, pero sigue habiendo temas que la Iglesia considera sensibles y que ni siquiera se pueden discutir".


A día de hoy, por ejemplo, las asociaciones de homosexuales apenas confían en que el Estado tutelará algún día sus derechos. "Nos siguen considerando enfermos", dijo uno de sus líderes al conocer la propuesta de uniones estables del Partido Democrático de Walter Veltroni, una tibia regulación que firmaría silbando la derecha española.


Todo el mundo en Italia sabe lo que significa que un político vaya oltre Tévere, [más allá del Tíber]: ser llamado 'a consultas' por el Vaticano. El cardenal Bagnasco, un conservador, dirige la Conferencia Episcopal Italiana (CEI) desde marzo de 2007. Muy criticado por poner en el mismo rasero las parejas de hecho, el incesto y la pederastia, hoy se juzga como más discreto que el de su antecesor, Camillo Ruini, un hombre muy culto y mediático, el "argumentador inexorable" que impulsó desde la CEI el Proyecto Cultural que define la actual línea dura.


"La Iglesia italiana huye del intervencionismo abierto porque sabe que eso puede convertirse en un bumerán", explica Santini. "También lo necesita menos, ya que está mucho mejor vertebrada y más presente en la vida diaria: se expande desde abajo, tiene una base laica muy bien organizada y es mediáticamente transversal", agrega.


Pero últimamente, contagiados quizá por el ruidoso ejemplo de sus colegas españoles, los obispos italianos no han dejado de lanzar recados electorales. Ruini ha pedido el voto para los católicos "más coherentes", y los poderosos medios eclesiales han criticado a Veltroni por pactar con los radicales, y al centrista Pier Ferdinando Casini para que mantuviera viva la UDC, heredera de la Democracia Cristiana. Incluso han alertado contra la "anarquía de valores" defendida por Berlusconi.


Según Alceste Santini, el pasado 21 de febrero, el secretario de Estado del Vaticano, Tarcisio Bertone, "que sabe que no les beneficia la guerra abierta, recibió a la cúpula de los principales partidos" y dio explicaciones a unos y otros. Pocos días después, el presidente de la CEI garantizaba que la Iglesia será neutral y no pedirá el voto para nadie en particular. Al final, un comunicado ha pedido a los católicos que voten al partido que mejor defienda los valores.
Los italianos, sin embargo, reniegan de las injerencias políticas de la Iglesia. "Cada uno debe actuar según su conciencia". Este es el criterio que prevalece entre los italianos al valorar las indicaciones de la Iglesia sobre los problemas que tienen que ver con la vida, la moral y la sexualidad, según una encuesta de La Repubblica.


El catolicismo sigue siendo una referencia para ocho personas sobre diez, pero pocos consideran que las prescripciones sean vinculantes para su comportamiento. Se acepta la intervención de la Iglesia en la vida pública, pero más de la mitad (el 51%) rechaza el intento de orientar el proceso legislativo.


El 80% de los italianos se define católico, más por tradición y familia (50%), que por fe (32%). Aunque baja la confianza en la Iglesia, sigue figurando entre los sujetos sociales de mayor crédito (55%). La encuesta parece confirmar la difusión del temido "relativismo" moral. Las instrucciones de la jerarquía se escuchan, pero se subordinan a las creencias individuales. La oposición a la eutanasia reúne al 45% de las personas preguntadas, y al 63% de los practicantes asiduos, aunque sólo al 40% de los que declaran asistir a ritos con poca frecuencia. En cuanto a la posible restricción de la ley del aborto, sólo un 30% de la población la desea, pero la cifra sube al 41% entre los practicantes.


La injerencia en política genera un malestar cada vez más relevante. Se toleran peor las indicaciones sobre la vida sexual que las relativas a la vida y la muerte. Y la cuota de entrevistados que ve a los políticos italianos "demasiado inclinados" a dejarse influir por las presiones de la Iglesia llega al 49%.


Con información de Juan Gómez, Yolanda Monge, José María Martí Font y Jorge Marirrodriga.

segunda-feira, 24 de março de 2008

A Democracia na terra amada por Luis Inacio

Governo de Cuba censura blog mais lido da ilha

Autoridades cubanas bloquearam o acesso a partir de Cuba ao blog mais lido do país, disse sua autora, Yoani Sánchez, na segunda-feira. Sánchez, cujo blog crítico "geração Y" recebeu 1,2 milhão de visitas em fevereiro, disse que os cubanos não podem mais visitar a página dela (www.desdecuba.com/geraciony) e os de outros dois blogueiros do país hospedados em um servidor alemão. Os internautas vêem apenas um mensagem de "erro no download".

Então, os censores anônimos do nosso famélico ciberespaço tentaram me trancar em um quarto, apagar a luz e não deixar meus amigos entrarem", escreveu ela em seu blog na segunda-feira. Sánchez diz que não consegue acessar seu blog diretamente de Cuba, o que impede novas atualizações. Mas ela descobriu uma maneira de driblar os censores comunistas, por meio de uma rota diferente.
Aos 32 anos e graduada em linguística, ela conquistou um número considerável de leitores ao escrever sobre seu dia-a-dia em Cuba e descrever as dificuldades econômicas e restrições políticas que enfrenta. Ela critica as "vagas" promessas de mudança do novo líder, Raúl Castro, que assumiu o poder formalmente no mês passado, depois da renúncia do irmão Fidel. Segundo ela, ele deu passos mínimos para melhorar o padrão de vida dos cubanos.

"Quem é o próximo na fila para ganhar uma torradeira?" era o título de um blog que satirizava a derrubada das restrições à venda no varejo de computadores, aparelhos de DVD e outros utensílios que os cubanos desejavam. Apesar da mudança, as torradeiras não serão vendidas livremente até 2010.
Em um país controlado pelo Estado, sem mídia independente, Sánchez e outros blogueiros que vivem em Cuba encontraram na internet um meio de expressar-se sem amarras. "Esta rajada de ar fresco despenteou os burocratas e os censores", disse a blogueira em uma entrevista por telefone. Ela prometeu continuar com o blog. "Qualquer um com um mínimo de prática com computador sabe como contornar isso", disse ela.



O objetivo dos censores do governo é bloquear a leitura em Cuba, onde as pessoas têm acesso restrito à Internet, disse ela. "Eles assumem que não existe pensamento alternativo em Cuba, mas as pessoas vão continuar nos lendo de algum jeito", disse ela. "Nenhuma censura poderá deter as pessoas determinadas a acessar a Internet", afirma.
Reuters



Isso prova que a ditadura cubana estupra as liberdades individuais, mesmo as mínimas.
E o governo de direita de Luís Inácio apóia a China também , com relaçáo ao Tibet.

Sumiço de Semana Santa

Caríssimos e caríssimas,

Andei sumido propositalmente, tratando de profanar cada dia da semana santa com uns bons 12 pecadinhos mortais, dos sete originais e dos novos sete inventados por Sua Santidade. Estou de volta, preparem as retinas.

Nada como boas lagostas para azeitar as minhas mãozinhas no teclado dsconfigurado do meu laptop.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Frases soltas

Era anão e ator performático. Morreu no palco, esmagado por um pneu de trator, trajando malha preta e capacete com antenas de abelhinha.

quinta-feira, 13 de março de 2008

poemasmeus-213

a sede de amar o amor
é bárbara, é fina, é forte, é flor,
descompassa os peitos todos,
arremete as rebeldias ao ar,
a sede de amar o amor
é que dá-me
de beber.

quinta-feira, 6 de março de 2008

poemasmeus-212

no passo fugidio do tempo
urge o som
de castanholas densas, brindes, copas,
a balbúrdia é vermelha, a alegria amarela,
todo abraço é uma capa,
vai o touro, vem espada,
foge ao laço, investe forte,
levanta as gentes todas
escaldadas de branco cal,

sou mais do que seu olho pode ver

olé,olé,olé,
nada mais, nada além,
tudo lá.

domingo, 2 de março de 2008

O Hitler Cucaracho e a Besta-Mor




O patético, o clown, o ditador de chupeta Hugo Chávez só estava esperando uma oportunidade pra brincar de ser Hitler Cucaracho.


Achou a boquinha que queria.


Alegando que o governo colombiano violou a soberania equatoriana ao perseguir e mandar pro beleléu um homicida esquerdopata, Chávez quer encrenca com a Colômbia, a quem chama de " cachorro del imperio".


Bom.


Quero saber o que os comandantes das Farc que , aliás, formam junto com o PT de Lula, o Foro de São Paulo, fazem escondidos no Equador e na Venezuela, entre um homicídio ali, uma tortura lá e um sequestro acolá.


Gostaria de saber o que o nosso presidente opina sobre a ameaça chavista à paz sul-americana.


Mas parece, queridos, que nossa besta-mor prefere a chafurdação etílica aos argumentos plausíveis.


Fidel já foi tarde, Chávez está passando da hora.


sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Tem Paulo que não nasceu pra ser Coelho ( ainda bem )


Paulo Francis faz muita falta.
Fernando Pessoa faz falta.
E a mediocridade, queridos, segue viva e resiliente.

Reinaldo Azevedo seria ministro da casa civil em um governo decente e ético.

Tenho admiração pela pessoa, pelo intelectual e pela coerência de Reinaldo Azevedo. Não, pessoas leitoras, não estou babando ovo. Ele não precisa disso, nem eu. A questão é que, mesmo nas diferenças (ele é católico, eu sou agnóstico rebelde), a indignação que ele destila em seus escritos é, no mínimo, elegantemente inteligente.

Aí vêm os conhecidos que amam ler o Diplô e a Carta Capital e me dizem que Reinaldíssimo é de direita, reacionário, blábláblá.

Que preguiça.

Ele é democrata, coerente e lúcido. Ele poderia ser ministro da casa civil se tivéssemos no futuro um presidente decente.

E, assim como eu, liquidificou Arnaldo Antunes e Gerald Thomas.

Viva o Reinaldo. Leia o Reinaldo.

Se for pra discordar de alguém, que seja dele. Mas tente ter a mesma coerência e elegância.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

ONU x esquerdinha tupiniquim ( foi-se o mito que somos uma terra pacífica)

Brasil é corrupto, violento e racista, diz relatório da ONU

Conclusão faz parte do primeiro raio X completo sobre a situação dos direitos humanos no País


Leiam mais a respeito aqui> http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac130939,0.htm


Não sou eu que sou pessimista, são as pessoas que amam uma ilusãozinha tipiniquim, regada a caipirinha, carnaval e muito créu. A ONU, que muitas vezes troca os pés pelas mãos e autoriza o inautorizável, prestou-nos, finalmente, um favor.

É divertido.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Fidel e o Latifúndio Sauipeiro

Fidel Castro é o Don Quijote às avessas, ditador de sonhos impostos, mentecapto caudilhista ilhado, resto, lixo, escombro do pop-guevarismo romântico.

Mas foi esperto.

O papai de Fidel era latifundiário.

Fidelzinho apenas ampliou o latifúndio e deixou a escritura da ilhota pro irmão.

Anotem aí, o futuro de Cuba é virar uma enorme Costa do Sauípe meia-boca, uma espécie de Jamaica piorzinha, com direito a visitas ao mausoléu del comandante e compra de charutos no devido formato para quem aprecia boquete intelectualóide no esquerdismo cucaracho.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

O Mito do verão no Sudeste Brasileiro

Um troço que normalmente enche o saco de quem prefere ler a escutar funk em alto volume dentro de carros apertados são os movimentos sazonais de histeria coletiva.

Usualmente, no Brasil, quase todos os feriados que somam mais de 3 dias de possibilidades de ócio se transformam rapidamente num balacobaco de estradas lotadas, praias cheias e hotéis idem, porque, afinal, a histeria coletiva normalmente obriga o cidadão a sentir-se feliz, por mais que ela ache esses tumultos solavenqueiros uma verdadeira merda.

Bom.

Um desses movimentos sazonais de histeria coletiva é o tal do verão. Coincide também com as férias escolares e arma-se a enorme mentira, esse papo besta de que verão é tempo de sol e praia.

Verão no sudeste brasileiro tem calor, mas tem chuva, muita chuva, tempestades, tormentas, ventos esquisitos.

Verão no sudeste é horroroso. Tem surto de dengue, estradas interditadas, barrancos que despencam e mar com ressaca.

Mas, claro, é furada divulgar algo que atente contra o mito...então, lança-se o papinho de que você, pessoa leitora, tem que ir pra praia e ser feliz, afinal, é verão.

O verão e a sensação dele são edificados na mentira histérica do coletivo tropical.

Pois eu acho mesmo que o melhor a fazer é recolher seus bagulhos e visitar Salzburg. Ou então, visitar um lugar que tenha verão de verdade.


Se não, verão a ver, navios. Ora pois.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Prefiro Garfield que Marilena

Leiam abaixo a excelente resposta que meu post em defesa do livre pensamento gerou no blog Clausewitz com Limão. Volto depois.


Não leia porque não sou Millôr
Todos nós nascemos livres para pensar o que quisermos. De fato, em alguma medida, macacos, cachorros e alguns outros animais também são dotados da capacidade de pensar. Conheço homens que conseguem pensar menos que meu cachorro de estimação ou que o famoso Amin, do zoológico de Belo Horizonte.
O homem criou um locus de pensamento desde os primórdios de sua história e este locus foi a academia e/ou liceu, onde algumas pessoas, inclusive nomes como Millôr Fernandes, frequentou. Talvez não tenha obtido titulações das mais altas e talvez não precisasse disso mas, com certeza, figuras como o acima citado, podem ter sido orientados, educados, tocados pelo pensamento de algum ph "alguma coisa". Será que este mesmo indivíduo não aprendeu nada com algum ph "alguma coisa"?
O mendigo do documentário "Do outro lado de sua Casa", que se intitula auto-didata, é menos importante que Millôr, ou eu? E Millôr, por acaso, vale mais que 10 mil "deu"?
Leviandade é desmerecer o esforço de algumas pessoas que dedicam sua vida à ciência, que se diferencia das demais formas de conhecimento somente pelo método. Não somos representantes da verdade absoluta e inquestionável, até porque ela mesma não existe, assim como não são os pastores, nem os colunistas, ninguém e muito menos o senhor.
Engraçado é o que esta rejeição aos acadêmicos provocou na sociedade brasileira. Enaltecem-se pseudo-intelectuais, estes que afirmam e não demonstram em jornais de referência nacional. Muito bom, posso falar a vontade e o que quiser e não preciso demonstrar nada. Enaltecem-se colunistas, cuja preocupação está em erudizar aspectos mais triviais do cotidiano. Enaltecem-se celebridades efêmeras, atletas e outras milhares e milhares categorias de pessoas, enquanto os acadêmicos são... acadêmicos, teóricos...humpf.
Separam-se os mundos. Nós, ph "alguma coisa", ou não, somos o que?
Muito teóricos, né? Então foda-se Darwin, Einstein, Newton, Maquiavel. Foda-se Kant. Foda-se o francês que estudou, se graduou, se titulou e desenvolveu o seu confortável Peugeot. Os acadêmicos não servem para nada. Para que nos esforçamos para estudar, escrever, pesquisar, se 1 Millôr Fernandes vale dez mil desses. Somos uns otários. Charlatões. Se as pessoas descobrirem isso vão parar de fazer faculdade e aí nós estamos fudidos. Se bem que os otários são aqueles que pagam para nos ouvir.
É por estas e outras que nosso país elege governantes como os atuais e vai ficar assim enquanto alguns enaltecerem alguns papéis e algumas realizações em detrimento de outras.
Pense à vontade. Mas pense algo: se não for eu, e mais meia dúzias de ph "qualquer coisa", se preso, vai andar na parte de trás do camburão. Se não for por mim, e mais meia dúzia de ph "merda nenhuma", não vai obter o "diproma" e, sem ele, vais fazer o que? Tente trabalhar na ONU, OEA ou para El Magnífico Rey de España. Já sei, vai continuar livre-pensando e lendo muito Millôr. Aí, agradeça a professorinha do pré, que te ensinou pelo menos a ler.


Postado por Clausewitz com Limão às 7:28 PM

Concordo com o prof. Rafael Ávila em alguns pontos, discordo em outros. Quando afirmei que um Millôr vale mais que dez mil pós-doutores, esqueci de dizer que vale mais para MIM.

É que, pese os indiscutíveis avanços da ciência em benefício da humanidade, acho chato ler tese disso, dissertação daquilo, porque a maioria delas é uma repetição meio sacal de autores que são citados quase obsessivamente. A preocupação com a correção das fontes supera o espaço para a criatividade do texto quase sempre.

O que me incomoda na academia não é o conhecimento nem os benefícios oriundos dele. Nem o esforço de quem rala pra obter títulos, diplomas e seja lá o que mais inventarem para dizer nas apresentações de palestras.

O pernilongo da coisa é que a academia universitária termina por cometer os mesmos equívocos de postura que as religiões. Criam ritos iniciáticos, decidem regras de mérito e impregnam-se de uma torrente de dogmas, mas não entregam nunca o paraíso que prometem.

A diferença entre um doutor brilhante e um livre-pensador brilhante é apenas ritualística. Não há como mensurar, por parâmetros meritórios, quem é melhor que quem. Mas a academia, de modo geral, se considera melhor. Porque há, depois dos rituais iniciáticos adequados, o papelzinho que autoriza alguém a dizer as coisas em nome do senhor conhecimento.

Menas, né..menas.

A coisa que pega é ver doutores em Letras que não sabem falar o idioma que ensinam, doutores em sociologia que apenas repetem o discurso mítico guevariano e muitos e muitos pós-doutores que jamais colocaram as doutas ancas numa cadeira de empresa e cismam de ensinar administração, ou mkt, ou seja lá o que for.

Justamente alguns doutores acham lindo o Luis Inacio não ter diploma.

Justamente alguns doutores criaram o gás mostarda, a bomba atômica e a câmara de gás.

A cadeira elétrica.

Freud não era doutor, era médico graduado.

Carlos Drummond, José Saramago, nunca foram.

A professora que me ensinou a ler foi minha babá, que nem tinha segundo grau ( sim, eu nasci pequeno-burguês, não graças a deus, mas graças ao esforço do meu pai).

Tem a academia do bem e a academia do mal.

Vá a uma palestra nalguma universidade para comprovar essa mumunha. Começam pelo puxa-saquismo ao palestrante, é claro. Sempre fulano é brilhante, mestre naquilo, doutor naquiloutro, Phd e o escambal, pessoa do bem, gracinha de menino, etc, etc, etc.

Aí, mais das vezes, vem a palestra previsível, com milhões de citações de outros fulanos, que na verdade servem para que a platéia suponha que o palestrante realmente sabe do que está falando e leu todos aqueles livros.

É mais desfile de ego retórico que destilação de conhecimento interessante, rico, estimulante, memorável.

Há exceções. Claro que há. Mas são, pessoa leitora, exceções.

Não sei quem é mais pseudo-intelectual. O doutor estreito ou o não-doutor amplo. Mas dizem que os pseudos são aqueles pobres diabos que não passaram pelos ritos autorizatórios da academia.

Pois digo que se pseudo é o que falsamente se pretende ser algo que não é, vejo mais pseudos nas universidades.

Como disse certa vez um brilhante aluno de Letras em Coimbra, nos idos dos anos 90, a um palestrante doutor que girava ao redor de seu próprio ego..." pois deixa-te a petulância de lado, tira estas misérias de diplomas da boca e fala alguma coisa de serventia, ó pá".

Boa parte dos acadêmicos quer , na verdade, transformar sua paixão intelectual em solidez infalível. É como uma corrida enlouquecida, onde o que se pretende, de fato, não é ensinar, mas ser mais foda que o outro, ser o supra sumo da vez, publicar mil textos em mil lugares, para, no futuro, deixar de citar e passar a ser citado.

A academia vira uma corrida de revezamento de papagaios.

A preocupação não é se o aluno aprende, ma se ele admira quem, em tese (opa), está ensinando.

Tem academia que parece mais gincana dos anos 80.

Por isso que, para euzinho, Millôr, Saramago e Cervantes dão de goleada.

São universais, porque sem amarras dogmáticas.

Curiosamente, hoje é a Universidade que reproduz aos não-doutores a máxima de Carlos V, que condenava "esa funesta manía de pensar". Falta atrevimento na academia.

Que possam pensar e dizer o que pensam os não iniciados na ritualística dos magisters.

Por isso, vale mais um livro do Millôr nas mãos que mil teses esvoaçantes na estante.