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sábado, 28 de fevereiro de 2009

A violência dos religiosos



É estapafúrdia e absurda a violência daqueles que tem religião. Não bastasse a sangrenta história das religiões no mundo, eles não aceitam a racionalidade de sujeitos materialistas concretos. O Prof. Dráuzio Varella, exímio cientista, é ateu. 

Ele é acusado e caluniado em inúmeros e-mails ofensivos pelo simples fato de não acreditar em seres imaginários organizados hierarquicamente em um ridículo arranjo delirante.

Um argumento racional básico consegue derrubar toda a estrutura religiosa existente. Toda. Por isso se repete aquele absurdo argumento fascistóide de que " religião não se discute". Claro, pois se discutíssemos religião, não sobraria nenhuma para ser testemunha da iluminação racional.

Em termos de probabilidades, o deus bíblico e as fadas de Cinderela são seres equivalentes. Com a diferença evidente de que as fadas de Cinderela nunca jamais sacanearam egípcios, nem mataram criancinhas nem afogaram a humanidade com algum dilúvio sádico.

Blasfemo é quem condena a racionalidade e nosso direito a usar a inteligência humana racional. Heresia é sustentar absurdos imaginários e defender a histeria desesperada do fundamentalismo em nome de um ser supostamente todo-poderoso, que, aliás, não é visto desde que inventamos os meios audiovisuais.

Deus saiu de férias na Segunda Guerra Mundial justamente quando o povo escolhido dele se ferrava.

Pois é. Antes de condenar os ateus, você, qua ainda tem a necessidade de crer em algo, seja justo: você também é ateu em relação aos deuses hindus ou às entidades do candomblé. Você é ateu com relação a todo ente imaginário que não seja o seu deus bíblico incutido. Você, crente, dá mais crédito a uma historinha montada em cima do sadismo, do racismo, da homofobia e da aniquilação da inteligência do que ao simples racionalismo inteligível. 

Você faz do seu desespero por saber que morrerá um delírio esdrúxulo para ludibriar a morte.

Portanto, você, que crê em deus ou em deuses, faça um exercício de respeito às diferenças. Não é porque seu deus imaginário não tolera as alegrias humanas que você também precisa condenar quem é feliz por não ser escravo moral de um livro absurdo.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

poemasmeusk

vem como fogo ao
inflamável,
anunciação concreta
do furor de mil verões,
minha toda espera
eleva-se;
ela traz nos olhos
dois abismos de brilhar-nos,
esferas do eu no espelho,
círculos perfeitos do futuro;
o amor há
na imprudência consentida:
antes de tocá-la
já a compunha em linhas.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009



Onde reina a miséria, a ignorância e a desesperança, Lula e deus são campeões do Ibope.


Mas...e se o senhor, que é ateu, estiver errado?


Clique na pergunta e veja a resposta brilhante.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

poemasmeus8855



teu refúgio nas montanhas,
meu abismo de abraço,
meu teu céu imenso aberto,
nossas bocas de horizonte,
toda a falta no espaço,
teu cansaço doce,
nossas únicas noites simples;

brindo por tudo de ti,
por cada passo não dado,
pelo peso abortado
do cotidiano infeliz;

conviver é poço cavado;

vivamos o beijo revolucionário:
teu oco em minha boca
é teu beijo eterno diário.