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terça-feira, 1 de julho de 2008

poemasmeus 993





é doce
sentir-se ridiculamente solto
em braços de acolhida, em mares de tempo bom,
em declarações recheadas de risos avessos
aos destemperos da vida,

conjuntamente conspirar
contra o tédio do fim,
contra a morte na esquina,
contra a sujeira no mundo
e o mundo nos homens;

é doce, doce muito é,
é calmo,
deixar-se transbordar
pela glória inexata do encontro,
o morno enlace da verdade que damos conta,
a cumplicidade do poder, amando,
ser leve na vida;

por isso tem nenem, xuxu e lovinho,
tem baby, tata, ricc e miguinho,
tem amore, bem, anjo, anjinho,

tem isso de ser bobinho e feliz
o amor mais concreto:

o coração arrebata
é com
diminutivos.

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