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quarta-feira, 7 de maio de 2008

FALOPLASTIA DE REDUÇÂO

O homem, na sua homenzice, quer sempre ter ou parecer ter o ego-falo maior que os falos-outrem. Digamos assim, que seu peru seja elevado ao nível de supermegacacete, o que, em termos comparativos, reduziria os outros a minicaralhinhos ou, no máximo, a pius medianus ordinarius.

Essa tontice toda porque dão-se aos centímetros mais importância que aos atributos essenciais.

Caráter conta menos.

Cognição lírica conta menos.

Capacitação afetiva conta menos ainda.

A mesma onda que faz o sujeito querer ter o seu maior que o dos outros é que produz, também, as cantadas de pneu em arrancadas furiosas, o volume exageradíssimo nos rádios automotivos, a disputa desenfreada pelo maior bíceps, a adoração descabida pela quantidade.

Quando, anotem aí, começarmos a ver procedimentos cirúrgicos de faloplastia de redução em lugar de aumentos protéticos do óbvio, daremos, humanidade, um passo a mais na escala evolutiva ( não, não estou fazendo ilações entre o do japonês desenvolvido com o do tanzaniano atrasadinho), porque só há demanda por tamanho onde há vazio de outros argumentos.

E a mulher, senhoritos, é um ser de afetividades, não um buraco infinito.

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