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terça-feira, 1 de julho de 2008

A guerra dos amores de tentativa.

Ama-se e separa-se, assim, nos dias de hoje, como se o outro fosse uma coisica útil por um tempo mínimo. Já me senti um mero vibrador bípede, já me senti uma carteira aberta com um adesivo de idiota na estampa, já me senti, até, um ser abandonado por deliberação cruel.

Mas a verdade é que não nos educam para o desamor. Saber amar é ótimo e nobre, mas saber viver o desamor é raro. A outra pessoa, o ex-par, tem direito ao desamor. Quando acaba a explosão de cores da paixão louca, quando não há mais espaço para afagos verdadeiros na alma nossa, o desamor acampa e reina. E cabe ao que sobra do coração diminuído, render-se. Não é derrota, é retirada alta.

Somos meras tentativas de alegria, seres em busca do abraço na rede, de momentos de varanda em domingos despretensiosos. precisamos do abraço de um igual, de um parecido, de um que entenda que a nossa solidão é a dele também.

Ser humano é ser coração que perambula pleno de boas intenções.

Sejamos grandes, sejamos inteiros, até no desamor.

É o que nos transformará, adiante, em memória boa ao que foi embora.

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