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terça-feira, 1 de julho de 2008

poemasmeus 999



quando houver beijo
que seja
o encontro do Tejo com toda a água
da falta ressarcida;

que mordam-se almas
famintas de si,
o enlaço das luzes todas
no diminuto universo,
pequenino universo,
de bocas acopladas
sem espanto;

e assim indo os seres
no beijo imenso,
assim navegando
as intenções nos mares
de vontades inexplicáveis
mas tão facilmente entendidas,
o amor reconhece-se na sutileza
além de lábios;

o beijo é o começo
do final de todas as letras,
aniquila os alfabetos, desconstrói as orações,
liquidifica as palavras;

beijar é, não dizendo,
tudo ser em dois.

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