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domingo, 25 de janeiro de 2009




a la vera,
a la vera,
colgada por encima de azules,
como si el mismo cielo
se hubiera reposado en el agua,

a la vera,
a la vera,
miles de serpientes al revés,
alegres culebrones de tinta
besándose cada esquina,

a la vera,
a la vera,
zumo de montaña
sazonado de sal y brisa plata,
amante polar de un sol que se escapa,
aqui perderse es hallarse
a la vera,
a la vera
del hondo boquerrón
de mañanas posibles,
de letras masticadas en versos
parideros, alfabeto de luces,
olas en cadenas de silencios;

mi corazón va como ballena
por mi pecho,
enorme, exagerado de óperas,
lento pero fuerte,
pleno pleno
de valparaísos que me dibujo
cada chile que me encuentro
en cada ojo de cada estrella.




o mar e mil colinas
de cores gotejantes
até muito céu,
o mar do avesso,

valparaíso tem
constelações terrenais,

quero mais a casa
não do poeta,
mas saber dos vizinhos de lá
o que deixou de escrever-se,

é maravilhosamente moribunda,
indecentemente curvilínea,
e reduz viña a uma quase
miami devassada,

debruçada sobre todas as coisas,
100 mil olhos em diagonal,valparaíso
é como amor por mulher fugidia:

perder-se nela
é morrer-se
docemente
abraçado pelo dia.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Mendoza, vinhos, calor e argentinos.


Depois de cruzar os Andes a bordo de um bus durante sete horas ( a fronteira Chile-Argentina é uma amostra da burrocracia) chegamos a Mendoza. Parece um oásis no meio de um deserto salpicado por vinhedos. Bonita a cidade? Sim, muitos parques e amplas áreas para pedestres,mas bem mais sujinha que Santiago.

Para complicar as coisas e inflacionar os preços, a quantidade de turistas europeus é enorme. Isso faz com que um jantarzinho para dois saia pelo menos por uns 70 pesos, com bebida. jantarzinho inho mesmo, em lugares meia boca.

O calor é violento. E, sim, aqui se roubam turistas, mas nada demais. Brasileiro já vem vacinado de casa.

Os motoristas sao afoitos e grosseiros, em geral. Cuidado dobrado ao atravessar as ruas.

Rapidamente começo a ter saudades do Chile.

O Chile, aliás, é outro babado.

Resumindo bastante, Mendoza é uma cidade legalzinha. A populaçao é mais conservadora e ter tatuagens aqui ainda causa espanto. Desconfio que o número de senhoritas que ainda acha que o hímem é selo de garantia de caráter, aqui, abunda.

Devem vender vibradores pacas.

Muita Igreja e terço no cotidiano das coisas. Opus Dei é dono de meia cidade.

Mas o vinho é muito bom e estamos no lucro.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Chile, primeiro mundo na América Latina

Eles conseguiram. Mesmo. Estou há 5 dias em Santiago do Chile e vejo o que vi em Madrid: organização, limpeza e mais igualdade social que jamais tinha visto antes em nosso continente.

A riqueza aqui é do coletivo, a pobreza existe mas tem certa dignidade e a soberbia particular é rara.

São 6 milhões de habitantes em Santiago, mas as ruas não são entupidas de transeuntes. O metrô funciona como relógio. Limpíssimo, pontual.

A comida é um pouco sem graça, mas logo entendi: por lei nacional, colocar excesso de sal ou tempero afeta a pressão arterial da população, portanto, coloque o sal à mesa, quem queira.

Mesmo no verão, a vista dos Andes nevados na capital chilena é absurdamente deslumbrante.

O vinho é divino. O céu é de cinema, o sol é diferente. Pessoas, muitas, lendo sempre em todos os lugares.

Viña del Mar tem brisa de ar-c0ndicionado. Um metro quadrado do Chile tem mais vergonha na cara que um hectar de solo brasileiro sem vergonha.

Ser malandro aqui, não é legal. Não se aplaude a filhadaputagem. Não se elevam odes aos idiotas populistas.

Luis Inácio jamais seria eleito vereador em Santiago.

O Chile está 122 anos à frente do Brasil.