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domingo, 6 de março de 2011

A bermuda, o colarzão, o abadá e Schopenhauer.

Cada ano é assim...as hordas felizes de seres enebriados pelos batuques, cachaças, multidões suarentas e o intercâmbio bacteriológico de bocas afoitas por línguas sortidas invadem os destinos óbvios da festança momesca.

Claro, aqueles que sobreviveram à viagem de ida, pois as nossas estradas andam fazendo uma bruta seleção natural dos viajeiros empolgadíssimos.

Ainda há a volta, o retorno, que ceifa montes de vidas em nome do "preciso ir, é carnaval".

A coisa é assim e se reproduz velozmente, acaba virando "o certo" a ser reproduzido. No Brasil, ser feliz no carnaval virou obrigação.

Mas a ninguém ocorre qual é o preço da alegria epidêmica, da bebedeira e da combinação carro-axé-bebida-histeria.

O carnaval, senhoritos e senhoritas, também mata e mutila.

poemasmeus 344498

o tempo no ártico
é igualmente branco e estático;
há dias assim dentro do mais de mim,
onde o nada de vontade beija a boca
do nada de sentido;

natural da vida
é a espera
pelo melhor dela;
mas onde estará
se mais das vezes
é tudo que já foi?