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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

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Negue que jamais odiaste a Lua, ou que perdeste do Sol o sentido que tem o astro, ou mesmo que no fundo obscuro de ti, mataste cachorrinhos e pequenas outras criaturas adoráveis, pelo simples fato inegável de que, bela manhã, acordaste sem humor algum, despertador a orelhas aflitas, pois são quase já as horas que não querias que fossem ainda; enfim, negue que jamais odiaste tanto tudo e tanto o mais que tudo, pela vida ser menos vida do que deveria e ter-se a sensação de que há mais filas que soluções no planeta.

Aí sim, admitindo o desconforto, traça-se o horizonte para milhares de pequenas alegrias, posto que a vida compensa, ao fim das contas, o baralho desastrado que fazemos dela.

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