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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Eu me recuso a ter piu-piu.

O ser humano é o bípede mais esquisito dessa parte do universo mesmo.

Reparem na dificuldade da nomenclatura genital. Ou os nomes e apelidos são chulos, ou ridículos ou científicos demais. Encontrar um nome bonitinho é dureza ( OPAAAAA).

Bom.


De todos os nomes, o mais inaceitável já lhe dão logo na infância.

Piu-piu.

Imaginem vocês a bagunça que se arma na cabeça da criança quando ela aprende que tem piu-piu ou perereca.

Cara, ou dizem que você tem uma ave ou um anfíbio entre a coxa esquerda e a direita.

O problema é que logo logo os coleguinhas da escola começam a ensinar os nomes ocultos do piu-piu e da perereca. Aí vem o salto cruelzão do ridículo pro chulo, sem grau de escala.

O seu piu-piu de repente vira pau, cacete ou caralho.

Onde está a gradação linguística da coisa, pessoal, onde está a passagem lírica pra realidade do lance...

Então, a saída é começar a batizar por conta própria o seu pênis. Aliás, eita nomezinho científico mais constrangedor né..pênis..repita aí em voz alta...pênis..sem glória nenhuma, sem poesia, sem encarnar o troço que representa. Mistura de penne com tênis, nada a ver.

Então voltamos aos nomes próprios...joão teimoso, bilau, marmanjão, cumpanhêru ou flipper.

Das mulheres então, imaginem vocês, deve ser mais complicado ainda...as mais doutrinadas evitam dizer perereca ou vagina, que também é péssimo, parece terminação de sal de remédio.

Elas dizem simplesmente> lá. Fulano me beijou...lá. Passou a mão...lá. Tou com um problema..lá.

Vamos então achar nomes mais fofos e afetivos pros perus e pras prexecas, pessoal. Sugiram por mail que eu vou divulgando aqui os mais legais e interessantes.

Afinal, se esses dois quase sempre vão se encontrar mesmo, é melhor saber o que está dentro de onde pra facilitar a narração, ora pipocas.

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