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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

A defesa do livre pensamento

Nenhum pensamento é livre ou isento, de fato. Mas convencionou-se chamar livre-pensamento, com ou sem hífen, ao pensamento edificado fora da academia ou, pelo menos, não chancelado por ela.

O livre-pensamento pode ser leviano? Pode, evidentemente, mas a academia também e mais ainda, porque têm reconhecimento do MEC.

Pode-se ser leviano com chancela oficial, não é mesmo, Marilena Chauí?

Millôr Fernandes, livre-pensador, vale por 10 mil pós-doutores, acho eu.

Porque ele pensa de A a Z.

E é conciso. Não fica no onanismo textual.

E o que eu acho não preciso provar empiricamente coisa nenhuma. É doxa, filhos. Meus pensamentos, agradem ou não, não são macaquinhos de teste, não são reduzidos a tabelas, a fórmulas matemáticas nem estão sujeitos a banca nenhuma.

Gostem ou odeiem, mesmo não isenta, minha cuca é livre. Ou tenta ser. E isso enche o saco da maioria, por quê?, ora pipocas, porque a maioria precisa de trilho, consentimento e papel passado.

A maioria precisa de um deus, ou vários.

É mais cômodo, claro, ser papagaio com aprovação que matraca incômoda.

Sou a matraca, ok, pero doy la cara al bofete.

Isso dito, eu mesmo me autorizo. A quê? A livre pensar.

E você é livre para ler (ainda).

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