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domingo, 14 de junho de 2009

poemasmeus-71198

era o quintal e estava ela
ao fundo do cerco,
entendendo-se com as formigas;

ela se lambuzava, naquelas horas mornas,
de silêncios verdes, marrons e terra;

como se houvesse nascido para uma despedida
agendada,marcada no caderno imaginário
dos atos inesperados;

houve sim um tempo em que
também os gatos eram sua companhia;

ia lá tecendo ela
a sedução dos felinos ariscos,
dominou assim a arte toda:
nunca teve pressa com os homens.

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