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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

poemasmeus 87993

Um amor de laço é deveras
uma algema de flores;
Ao prender, arrebenta-se;
Ao maniatar, perde-se no outro
e
esvai-se num sem sentido;

vira gratidão inercial
ou, mais feio,
cárcere disfarçada de abraço longo;

diz ao teu amado, se o há,
ou se de fato amado foi,
que doem teus pulsos e pequena fica
tua alma em cima
de tua nudez cedida,

muitos abraços tem lugar
porque o vazio do não saber medo traz;

melhor então, muito, saltar ao reino infinito
dos futuros acolhimentos raros;

estar com quem não nos deixa ser
é não ser com quem não já sabe estar.

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